O álbum começa com a faixa instrumental Worship; ela deixa o clima propício para a entrada da Earth on Hell , que chega com tudo e nos deixa muito felizes de ouvir novamente a voz de Beladona o refrão tem uma melodia e faz a música entrar numa cadência diferente o que não tira nenhum pouco a pegada. Depois entra a candidata a hit do álbum The devil with Know, mais um grande som nos mostra Scott Ian bem inspirado, a presença da velha bateria marcada junto com o vocal dando o recado e preparando para o solo, que volta para o refrão alucinante, nesse momento sabemos que estamos realmente ouvindo um novo classico do Anthrax. Fight em Till you can`t não deixa a animação cair o pré-refrão agressivo seguido de um refrão com bastante melodia , algo que o Anthrax sabe fazer como poucas bandas sem soar comercial, querer ser moderno ou algo do tipo.
Um coro da o recado para a próximo som I`m Alive, a música é um pouco mais cadenciada que as anteriores mas ela é incrível, o refrão entra na cabeça com a maior facilidade e só colocar no carro e aumentar o volume. Hym 1 é mais uma faixa instrumental intoduzida por um violão celo com tons graves, que serve como introdução da música in the end , essa começa com o badalar dos sinos, dando pistas do que será melodia da canção, com todos esses elementos conseguimos perceber toda a força criativa na sonoridade da banda, tentando buscar elementos diferenciados para compor uma obra. Podemos dizer que depois de um tempo sem lançar material novo, os caras mostram não ter perdido a forma nem o jeito e continuam em alto nível nas composições. A música em si tem um levada épica com aquela influência do Power Metal, um belo instrumental e riffs bem presentes, um dos pontos altos do CD sem dúvida. A música a seguir é a The Giant, com uma guitarra bem característica do thrash metal e vocal na base do chamado e resposta, ela mantem um ar bem agressivo na sonoridade, mas o refrão tem uma melodia que claramente flerta com elementos do pop e entra na cabeça com muita facilidade.
A sequência desses dos sons é encerrada com mais uma faixa instrumental e uma bateria que faz referência aos tambores de guerra, quando anunciam a entrada ou saída do exército em território inimigo. O outro som é Judas Priest e ele começa muito bem já pelo titulo, referência a uma das bandas ícones do metal em todos tempos, a sonoridade não por acaso possui uma bela introdução, além de guitarras dobradas e bem criativas. Já a faixa Crawl é uma música que resgata um pouco da sonoridade e o estilo na fase John Bush, com os vocais mais graves de Beladona mantendo até chegar no refrão, onde o vocal fica mais agudo e a música ganha mais pegada com um solo cheio de energia, ao final ela tem umas batidas diferentes que parecem eletrônicas, efeitos de estúdio geralmente usados para surpreender o ouvinte. A música é com certeza a mais radiofônica do álbum, nem por isso deixa de ser uma boa canção.
O álbum acaba com as faixas The Constant e Revolutions Screams, dois sons com a marca registrada da banda refrões pegados, bons riffs e uma cozinha misturando agressividade e cadencia na medida certa, o que sempre funciona muito bem com o Anthrax. Esse Cd veio em boa hora e irá agradar em cheio os fãns da banda, um verdadeiro presente para quem estava esperando material novo com a identidade e o som característico consagrado pela banda, um thrash metal com influências variadas.
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