segunda-feira, 8 de julho de 2013

Apocalipse Now - Um Épico



        O que dizer sobre um filme como Apocalipse Now,  esse clássico de um dos meus diretores favoritos Francis Ford Copolla. Os  horrores da guerra aqui estão estampados e na cara de todos que forem fortes capazes de encarar as 3 horas dessa película que nos oferece todos os jogos psicológicos, capazes de nos tocar fundo e fazer os pensamentos divagarem, a respeito de nós ser-humanos por dias a fio. Como uma droga no bom sentido o filme excerce o seu poder de reflexão de uma forma bem direta ou seja como um soco no estômago.
        Quando um oficial do exército americano capitão Willard recebe sua missão; eliminar um homem do alto escalão do exército, que no meio da guerra enlouqueceu ou quem sabe, na melhor da hipóteses alcançou sua elevação espiritual. Esse homem é Marlon Brando na pele do Coronel Kurtz e no momento, ele alcançou sua visão interna em meio a uma tribo de vietnamitas, onde ele passa a ser cultuado como um Messias. Kurtz entrega suas forças ao bem do seu povo e a sua nova cultura. O oficial Willard que esta em seu encalço no meio da viagem sem fim e nem volta, se transforma em algo que nunca imaginou que pudesse ser, ao  encarar o seus medos, conviver com seus demônios e desconfiar até mesmo da real culpa de seu antagonista. Ele experimenta mudanças a todo momento,  se torna um ser estranho para si mesmo, coloca em cheque suas certezas; o certo e o errado,  o bem e o mau. Tudo isso tem como ingredientes  e pano de fundo,  a década de 70. Onde a cultura hippie, as drogas, o sexo e o rock n roll,   fazem parte da vida da maioria dos adolescentes que lá estão. Inclusive na vida dos companheiros de Willard, nessa missão, mostrados como pessoas que não tem a mínima ideia do por que estão ali. Por quem e porque estão lutando aquela guerra.
        Cenas representativas do cinema estão nessa obra, logo no primeiro take da clássica the end da lendária banda the Doors, faz uma ligação direta com o poeta de uma geração Jim Morrison, ele representa a cultura dessa década e ao mesmo tempo toda sua decadência e contradição;  nesse instante os helicópteros sobrevoam no amanhecer e ao fundo,  um belo e apocaliptico Vietnã. Destaque para a fotografia impecável, realmente de arrepiar. O que dizer então da frase do Tenente – Coronel Bill Killgore(Robert Duvall), entorpecido pela guerra ao dizer ; Adoro cheiro de Napalm pela manhã... E nos mostra a que níveis pode chegar a natureza de um ser-humano em meio ao caos e os horrores da guerra. Procurar algum sentido na guerra,  talvez seja o maior perigo. Essa é a guerra  do ser-humano contra si mesmo e os seus medos,  tentando encontrar o último sentido para suas vidas e brincando com uma centena de outras. A linha dessa dualidade dentro de cada pessoa é tênue, o bem e o mau se fundem, a verdade e a mentira não existem e a loucura pode ser a maior das sanidades... Esse é Apocalipse Now,  um filme brilhante que nos faz descobrir um pouco mais dos sentimentos ruins e bons existentes na humanidade e como nesse conflito de interesses somos como joguetes dos poderosos. Os conflitos existências estão em todos, a diferença esta para aqueles que estiveram no campo de guerra esses dificilmente voltarão a ser os mesmos.

sábado, 9 de março de 2013

Chavez nas veias da América Latina



   No último dia 5 de Março de 2013 mais um grande líder latino americano se foi, depois de lutar durante um período contra o câncer Hugo Chavez veio á falecer. Uma figura das mais polemicas, estava longe de ser um líder perfeito,  teve muitos  erros e acertos. No seu caso a segunda opção é bem mais clara, as melhorias sociais na Venezuela;  o acesso a educação, redução da pobreza e distribuição de renda foram observados até mesmo pelo Índice de desenvolvimento humano.
  Resgatou o seu povo, trouxe  interesse ao debate político novamente e o sentimento de que a Venezuela é de todos. Antes do seu mandato,  o poder estava relegado as elites locais, que eram simples fantoches da política internacional e se esbaldavam de toda a riqueza natural, sendo mais claro o petróleo,  uma peça importantíssima no jogo imperialista norte-americano ao longo dos tempos. 
   Além de ser importantíssimo na área da comunicação, regulamentou concessões irregulares de grupos de comunições privados que atuavam de maneira no mínimo anti- éticas. A história é escrita ao longo dos tempos  e é  mais do que importante termos líderes como Chavez na America -Latina, terra colonialista desde sempre tão explorada.
   Para se exercer a democrácia plena,  primeiro é preciso ter todas as minorias e o povo ao seu lado. Dessa  maneira  chegará o dia que será possível  exercer; a Justiça, a igualdade e o direito de todos.  Como uma pessoa de esquerda visionária e lúdica, eu acredito que a igualdade esta no direito das minorias  e ela só pode ser exercida com a  democracia,  apoiados no socialismo e na liberdade. Não distorcer a realidade e abusar do poder, como costumeiramente faz a mídia burguesa, esse pode ser o primeiro passo.
 Fica então minha homenagem a essa grande figura,  R.I.P Chavez  1954-2013.

Bones (Série)



    Hoje vou falar dessa série que comecei  acompanhar  á algum tempo, já que minha namorada adquiriu o Box com boa parte das temporadas, isso me animou. No ínicio quando você se deparar com a série,  vai existir  um certo estranhamento natural  com esse novo universo . Mas se você já estiver acostumado com séries do gênero como CSI e House,  será mais tranquila  sua  assimilação.
     Toda trama gira em torno dos ossos e analises técnicas em laboratório.  Com o tempo adquirimos aquele gosto e curiosidade para com a série e quando nos damos conta já nos tornamos  fãs. Os dois protagonistas são um casal no melhor estilo arquivo X, Seeley  Joseph  Booth agente do FBI e Temperance Brennan ” Bones `` antropóloga especialista em ossos,  através deles ela descobre os  índicios que a levarão ou não,  a solucionar os casos que na maioria das vezes  apresentam reviravoltas .
    Os acontecimentos não ficam só no laboratório,  quando a agente Bones sai na busca dos vilões com Booth muita ação acontece,  ela também gosta de perseguir e dar os seus tiros nos antagonistas .  A equipe também conta  com a Angela Montenegro artista forense que dá vida aos ossos ,  através da mais alta tecnologia 3D. Zach Addy   é o estudante de pós-graduação e estagiário da antropóloga  forense,  seus companheiros de trabalho costumam fazer brincadeiras pela sua falta de interação social, por outro lado desenvolve uma forte amizade com Hoddgins,  o entomologista  e especialista em minerais, fungos, insetos e esporos. Sua família é extremamente rica e uma das acionistas do Instituto Jeffersonian , ele é o mais extrovertido e aparentemente  o mais normal da turma com algumas peculiaridades como acreditar em conspirações e coisas do tipo.  Cam é a  chefe de divisão da Polícia e o psicólogo Lance Sweet são personagens que serão introduzidos ao longo da série.
    Para quem esta a procura de uma boa série para acompanhar,  esta ai minha dica e tenho certeza que não irão se arrepender, lembrando que a série é inspirada na médica legista  Kathi Reichs,  assim como a sua personagem na série Brennan,  também se tornou escritora de romances. Ao perguntada sobre a veracidade da personagens ;
     “ Tem um pouco dos meus livros mas também tem pouco dos meus casos.  Sou eu mesma  porém na série é sempre preciso um pouco mais de ação... O que supreendeu muitos dos meus  amigos que me telefonavam perguntando, você realmente faz tudo isso?”

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Alien - O 8º Passageiro




     Alien é um filme de 1979 uma obra-prima dirigida por Ridley Scott e roteiro assinado por Dan O` Bannon mas poderia tranquilamente ter sido feito anos depois , o segredo consiste numa estória bem contada,  sem grandes novidades ou aquela vontade de reinventar  o cinema. Mas com uma belíssima construção dos personagens, aliadas  a narrativa que mantém o suspense,  a qualidade e o realismo dos cenários e o figurino já impressionam pra época.  As tomadas de câmera  seguem o ritmo do filme valorizam os diálogos e criam o mistério. Geralmente é isso que esperamos dos bons filmes de ficção científica.

       O filme começa com a câmera explorando os espaços internos da nave Nostromo,  o que cria um mistério em quem está assistindo, sempre á espera do que virá em seguida. Quando finalmente somos apresentados aos personagens do filme .  Eles são acordados e então saem de suas cápsulas individuais. Após o seu computador central chamado Mãe ter recebido um sinal estranho de um  asteróide desconhecido. Por força do contrato os tripulantes são obrigados a se deslocar para o tal local, mesmo contrariados.  Tudo começa quando um dos personagens chega  nesse lugar desconhecido e  é  atingido por esses  estranhos tentáculos, que na verdade utilizam o corpo apenas como um hospedeiro,  para dar vida á um alien no próprio ventre , o ser estranho  depois disso não para de crescer. Os personagens e seus diálogos são tão naturais, que pouco demora  para nos simpatizarmos com um e outro. O roteiro desse thriller traz elementos de um cargueiro, não de astronautas mas de caminhoneiros,  querendo chegar logo em casa, o que causa maior identificação com o dia-dia na terra.

        No ínicio a nave é comandada por Dallas (Tom Skerritt) aparentemente  o protagonista do filme para os mais desavisados, mas aos poucos a tímida Ripley (Sigourney Weaver) ganha espaço na trama e torna-se a personagem central, mais uma inovação para os filmes do gênero, ao nos revelar  uma impressionante protagonista feminina . Sua personagem tem uma força , que se não física aos olhos num primeiro momento,  ela é subjetivamente construída e se revela em suas atitudes e nas situações de mais perigo. Depois de rever esse clássico me deparei com muitas resenhas e resumos todos muito interessantes e decidi também fazer minha humilde homenagem.  Vou também abordar alguns pontos interessantes seguindo a premissa que meus caros leitores,  já assistiram e então possam acompanhar tais abordagens.http://bits.wikimedia.org/static-1.21wmf6/skins/common/images/magnify-clip.png    Todo o desing do alien e da nave tanto a Nostromo,  quanto o da base alienígina foram desenhadas por H.R  Giger,  inclusive na época as curvas da nave encontradas no planeta desconhecido, foram consideradas extremamente sexualizadas pelos produtores , que tiveram dificuldades em aceitar  com facilidade o projeto, destaque também para o  cargueiro e os desenhos de suas portas inspirados na cultura Asteca. E por fim o desing do Alien o elemento central do filme e  certamente o que teve sua aceitação mais questionada,  por ser totalmente fálico, feito a partir dos estudos  psicanalíticos de  H.G Giger, que  buscou na estrutura da cabeça as formas de um penis,   assim como na abertura da boca e seus tentáculos algo que revela  uma certa similaridade as formas de uma vagina .

     Outra coisa que muito se fala sobre o filme é uma possível comparação com a distribuição do trabalho, uma certa precariedade do cargueiro,  a coorporação apresentada no filme poderia ser facilmente interpretada simbolicamente como o poder do Estado sobre seus empregados e trabalhadores .

    Sendo assim não seria uma coorporação convencional do mundo capitalista, mesmo apresentando a mesma força e autoridade que as próprias. E o fato de uma mulher ter sido escolhida como protagonista , pode ser facilmente uma referência e também homenagem aos movimentos feministas,  que em 1979 já haviam obtido muitas conquistas, no que se diz respeito a melhorias e igualdades,  nas condições de trabalho para as mulheres.

     Na subtrama se desenvolve uma luta de poder bem atual entre a tecnologia e o homem, nessa Brett( Harry Dean Staton) o robô  é comandado pelo computador central mãe,  ambos  orientados pela coorporação a exterminar qualquer vida humana. Em troca de salvar e levar de volta para a casa a nova espécie biológica alienígena . No filme Brett aprende a ser malicioso com os seres-humanos,  essa postura fica bem  clara na cena em que briga com Ripley. Quando pega um jornal enrola nas mãos e tenta enfiar na boca da protagonista, uma cena aparentemente sem nenhum sentido mas que revela um abuso do ponto de vista sexual,  onde o robô sendo um macho quer demonstrar sua superioridade. No final Brett aprende que os seres-humanos quando colocados em perigo,  podem dar sua vida para preservar sua espécie, contra qualquer agente exterior e inóspito. Um filme aparentemente simples com um elenco pequeno,  um roteiro sem grandes malabarismos ou invenções, porém muito bem escrito e  dirigido de forma maestral por Ridley Scott, que soube trabalhar com o mistério como poucos. E com isso valorizou o dialogo de seus persongens e segurou seu Alien até os últimos suspiros, deixando o monstro vir a tona nos momentos pontuais do filme.  Tudo isso colocou um pouco mais de realidade e seriedade na criação desse ambiente mágico da ficção científica, renovando o genêro para o cinema moderno,  tornando-se um verdadeiro clássico.


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Guns`n Roses falha com os fãns!

Alguém sabe para o que serve essas cerimônias?
     Além de render milhões em publicidade para os conglomerados e organizações de comunicação, que lá nos EUA, são tão sujos quanto a mídia capitalista no Brasil. Indo ao que interessa também não concordo com a versão de Mr. AXL ROSE.
      Nem acho que ele seja uma vítima,  longe disso no fundo o relacionamento pessoal dele com os ex- integrantes nunca foi bom, nem mesmo no auge,  quando todos os problemas foram sendo ignorados,  a base de drogas e colocados para baixo do tapete. E claro que uma hora o rancor e o ódio vêm a tona,  entre outras coisas que a mente perturbada e contraditória,  do frontman das armas e rosas,  nunca ajudou muito...
    Mas uma banda digna e respeitável, não tem que mendigar audiência e tocar para uma platéia cheia de empresários engravatados e artistas pop.  Isso me lembrou da última reunião do Led Zepellin, essa sim um exemplo a ser seguido.
    Com sorteio  ao redor do mundo para ter o direito  apenas de comprar um ingresso, levando em conta os preços altissimos,  todos se esgotaram em questão de horas e o melhor tocaram para fãns de verdade....Bom acho que as vezes as bandas não sabem a importância que elas tem ao menos para os seus fãns. Reunião pra tocar em premiação, sinceramente não é um sonho, esta mais para um pesadelo sem fim!Ver mais

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Anthrax - Worship Music / Resenha

           O álbum começa com a faixa instrumental  Worship;  ela deixa o clima propício para  a entrada da  Earth on Hell ,  que chega com tudo e nos deixa muito felizes de ouvir novamente a voz de Beladona o refrão tem uma melodia e faz a música entrar numa cadência diferente o que não tira nenhum pouco a pegada. Depois entra a candidata a hit do álbum The devil with Know,  mais um grande som nos mostra Scott Ian bem inspirado,  a presença  da velha bateria marcada junto com o vocal dando o recado e preparando para o solo, que volta para o refrão alucinante, nesse momento sabemos que estamos realmente ouvindo um novo classico do Anthrax. Fight em Till you can`t não deixa a animação cair o pré-refrão agressivo seguido de um refrão com bastante melodia , algo que o  Anthrax sabe fazer como poucas bandas sem soar comercial, querer ser moderno ou algo do tipo.
        Um coro da o recado para a próximo som I`m Alive,  a música é um pouco mais cadenciada que as anteriores mas  ela é incrível,  o refrão entra na cabeça com a maior facilidade e só colocar no carro e aumentar o volume. Hym  1 é mais uma faixa instrumental intoduzida por um violão celo com tons graves,  que serve como introdução da música in the end , essa começa com o badalar dos sinos, dando pistas do que será melodia da canção,  com todos esses elementos conseguimos perceber toda a força criativa na sonoridade da banda,  tentando buscar elementos diferenciados para compor uma obra. Podemos dizer que depois de um tempo sem lançar material novo,  os caras mostram não ter perdido a forma nem o jeito e continuam em alto nível nas composições. A música em si tem um levada épica com aquela influência do Power Metal, um  belo instrumental e riffs bem presentes,  um dos pontos altos do CD sem dúvida. A música a seguir é a The Giant,  com uma guitarra bem característica do  thrash metal e vocal na base do chamado e resposta, ela  mantem um ar bem agressivo na sonoridade,  mas o refrão tem uma melodia que claramente flerta com elementos do  pop e  entra na cabeça com muita facilidade.
      A sequência desses dos sons  é encerrada com mais uma faixa instrumental  e uma bateria que faz referência aos tambores de guerra, quando anunciam a entrada ou saída do exército em território inimigo. O outro som é Judas Priest e ele começa muito bem já  pelo titulo, referência a uma das bandas ícones do metal em todos tempos, a sonoridade não por acaso  possui  uma bela introdução, além de guitarras dobradas e bem criativas. Já a faixa Crawl é uma música que resgata um pouco da sonoridade e o estilo na fase John Bush, com os vocais mais graves de Beladona mantendo até chegar no refrão, onde o vocal fica mais agudo e a música ganha mais pegada com um solo cheio de energia, ao final ela tem umas batidas diferentes que parecem eletrônicas, efeitos de estúdio geralmente usados para surpreender o ouvinte. A música é com certeza a mais radiofônica do álbum, nem por isso deixa de ser uma boa canção.
      O álbum  acaba com as faixas  The Constant e  Revolutions Screams,  dois sons com a marca registrada da banda refrões pegados, bons riffs e uma cozinha misturando agressividade e  cadencia na medida certa, o que sempre funciona  muito bem com o Anthrax. Esse Cd veio em boa hora  e irá agradar em cheio os fãns da banda,  um verdadeiro presente para quem estava esperando material novo com  a identidade e o som característico consagrado pela banda, um thrash metal com influências  variadas.

Segue o link para o download do albúm: